Como lidar com as emoções nas organizações

Emoções: confiança, alegria, tristeza, medo, raiva, surpresa, aversão, antecipação, culpa, pena, medo da solidão, desgosto, ira, desânimo.

Geralmente, ouve-se nas organizações as seguintes frases de diferentes pessoas:

“Fui promovido mas entrei num turbilhão aqui, acho que a companhia deveria prover uma ajuda psicológica … pelo menos nos primeiros tempos.” – Um executivo.

 “Nosso CEO está muito nervoso, as coisas não estão boas por aqui”. –  Um gestor de alto nível em uma empresa

 “O que você tem pesquisado ou trabalhado sobre emoções nas organizações?” Um gestor de desenvolvimento e educação de uma empresa.

“Estava esperando muito por este momento, por esse nosso encontro, é quando eu consigo desabar”. – Um coachee 

Essas afirmativas exemplificam a necessidade que as organizações possuem de gerenciar suas emoções, as suas verdadeiras emoções.

“As pessoas não estão sendo consideradas plenamente; É preciso cuidar da nossa gente.” Evaldo Bazeggio – Coach, Mentor, Administrador

As transformações e desafios do ambiente exigem novas competências que são sobejamente divulgadas. (flexibilidade, curiosidade, foco, capacidade de conexão, etc).

O que ninguém fala é das emoções – positivas e negativas – que as pessoas estão enfrentando.

A cultura das organizações desconsidera ou repudia as emoções dos líderes, principalmente se forem negativas.

“Em um cenário caótico e competitivo não dá para fingir que nada está acontecendo”, afirma a psicóloga sul africana Susan David, ao palestrar no Brasil recentemente.

O aumento da pressão leva as pessoas a serem menos relacionais e mais transacionais. Isso é um paradoxo pois justamente quando deveriam ser mais colaborativas se tornam mais competitivas.

Qual o papel do líder nesta situação?

O líder deve ser capaz de identificar que tipo de emoção está presente em sua equipe e como está aberto a lidar com elas.

No caso de inovação é comum o discurso que as empresas incentivam os experimentos e perdoam os erros, embora queiram que os colaboradores sejam positivos quando não acertam, pode isso Arnaldo?!

O fracasso causa tristezas e deixa as pessoas arrasadas, desapontadas e nunca FELIZES como é desejado.

1. Lidar com esse turbilhão de emoções, inclusive o fracasso.

Não negar. “Quem queremos ser e como queremos estar juntos” (na hora de um sentimento ou emoção forte?), dito por Susan David.

Para lidar com as emoções pode-se fazer três perguntas:

  • O que estamos vendo?
  • O que estamos sentindo?
  • O que estamos necessitando agora?

Estas perguntas poderosas conduzem as equipes a um processo de busca da realidade evitando a negação, muito comum nesses momentos.

2. Investir na preparação comportamental.

As companhias investem muito em treinamento de competências técnicas. Entretanto, é preciso saber que para os cargos de gestão, os fatores técnicos são responsáveis por 20% dos resultados e os fatores comportamentais são responsáveis por 80%.

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Por alguma razão as empresas deixaram de proporcionar treinamentos comportamentais. Esse mercado tem sido atendido por iniciativas específicas como método WA, NOW e também o sistema ISOR.

3. Prover apoio social.

Nas emoções intensas do cotidiano podemos prever atuação de coaches ou mentores prontos para apoiar os tocados (emocionados), principalmente os líderes que tem pouca propensão a pedir ajuda.

É um suporte social que um coach ou mentor pode dar e que é percebido constantemente diante da necessidade dos clientes.

De um modo geral os líderes são muitos solitários e vivem pressionados com a realidade de seguir em frente o tempo todo, a qualquer custo.

Esse apoio social promovido de forma técnica existe em casos como assaltos, desastres aéreos, mas não é comum para outras necessidades, principalmente para líderes de cúpula.

4. Ampliar o diálogo

Em tempos de crise o diálogo passa a ser mais escasso, o que deveria ser o contrário.

Somente o diálogo é que pode levar as pessoas a terem verdadeiros gatilhos mentais que trazem possibilidades de serem encontradas saídas e também conforto.

5. Sair do Campo.

Tudo acontece dentro de um determinado campo que influencia o comportamento das pessoas.

Nos momentos de alto impacto emocional o líder pode incentivar as pessoas a saírem momentaneamente do campo de energia, fazendo massagem, meditação, passeios em locais inusitados, dentre outros.

Todos estamos em uma jornada de reinvenção e transformação para o alcance de uma performance superior e com resultados superiores, por isto precisamos estar conectados para juntos nos desenvolvermos.

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