As habilidades e atitudes, de natureza mais comportamental,  passaram a ser conhecidas recentemente como soft skills, em contraposição às “hard skills” que são predominantemente os conhecimentos técnicos.

Em tempos caóticos ou caórdicos essas habilidades passam a ter ainda mais relevância. Vamos encontrar isso com vários nomes como Inteligência Emocional, Inteligência Relacional, dentre outros.

Importante observar que à medida que os tempos ficam mais caóticos, os líderes são mais exigidos.

“O caos não pode ser controlado; o imprevisível não pode ser previsto. Ao contrário, estamos tendo que enfrenar a vida como ela é: incontrolável, imprevisível, confusa, surpreendente e errática.” (Margareth Wheatley)

A liderança baseada no comando e controle tende a não dar conta desse desafio.

Quais são mesmo essas competências?

Em recente pesquisa feita em atividade da Amana-Key os executivos presentes classificaram as soft skills mais importantes para o desempenho superior nos tempos que estamos vivendo. Vejam aqui parte da lista:

  • Ouvir ativamente, com presença, concentração, entendimento, retenção e respostas adequadas ao que é dito;
  • Integridade, manter coerência entre discurso e ação, servir de exemplo;
  • Empatia, colocar-se genuinamente no lugar do outro, capturar e compreender sua visão de mundo e seus pontos de vista;
  • Imparcialidade, senso de justiça;
  • Negociação, mediação, resolução pacífica de conflitos;
  • Humildade, visão precisa de si e postura orientada para o outro em vez de autofocada;
  • Autoconhecimento, compreensão de si, seus pontos fortes e vulnerabilidades, motivações e caráter;
  • Flexibilidade, tolerância, adaptabilidade frente a diferentes pessoas, convívio com a diversidade.

O que chama atenção nesta lista :

Muitas competências óbvias passam a ter maior relevância quanto maior a turbulência.

O capitão do navio precisa ter serenidade emocional e um conjunto de condições do seu estado interno de ser para superar as ondas revoltas.

Na mesma ocasião, os pesquisadores perguntaram aos executivos quais as melhores formas de  desenvolver as competências comportamentais listadas. Na relação a seguir, uma lista por ordem de importância citada, da maior para a menor.

  • Prática reflexiva, estudar as próprias experiências pessoais; disciplina e dedicação para praticar a habilidade que se deseja desenvolver;
  • Cuidar de si integralmente: saúde física, emocional, mental, espiritual;
  • Coaching, auxílio de profissionais especializados, auxílio de pares/ colegas;
  • Procurar um Mentor, uma pessoa mais experiente que possa oferecer orientação na área da habilidade desejada;
  • Práticas de autoconhecimento: manter um diário, escrever objetivos/ planos pessoais, realizar auto reflexão diária, pedir feedback de pessoas em que se confia;
  • Aprendizagem pela experiência, criar pequenos experimentos, testar, observar os resultados, tirar conclusões;
  • Definir objetivos claros e específicos e monitorar a própria evolução; definir desafios para si (saltos significativos na qualidade da habilidade);
  • Observação de pessoas que dominam essas habilidades com maestria;
  • Estudar, ler, aprofundar o conhecimento sobre a habilidade; estudar biografias de pessoas que se destacaram nessas habilidades;
  • Meditação, prática do silêncio;

     Outro ponto que vale considerar é que a vida é cíclica.

Tempos bons se alternam com invernos rigorosos; A vida usa os ciclos para que o novo suceda ao velho.

Na tradição cristã alguns vão encontrar a expressão “noites escuras da alma”. Normalmente saímos desses períodos mais fortalecidos em nosso eu.

Como você está?  

Quais as suas competências comportamentais mais carentes de desenvolvimento?

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