Os algoritmos vão nos dizer o que queremos (Yuval Harari).

Se você usa Netflix, são algoritmos que dizem o que você deve assistir. No Facebook eles ditam o que você vai ver na timeline e no Waze os algoritmos dizem qual o trajeto que você deve adotar no trânsito. Desde sempre me incomodei com essa dependência das decisões adotadas pelas máquinas. Agora leio nas folhas (*) uma declaração do historiador Yuval Harari dando dicas importantes de como sobreviver em um mundo no qual a IA esteja disseminada e os algoritmos ditem as decisões.

As habilidades mais importantes vão ser o autoconhecimento e a flexibilidade. Declara Harari:

“Vamos precisar conhecer nossas próprias mentes muito bem para não sermos manipulados pelas empresas e governos que tentam constantemente nos hackear. E vamos precisar nos reinventar indefinidamente ao longo de nossas vidas, para nos ajudar ao rápido progresso da tecnologia e as mudanças no mercado de trabalho.”

O próprio historiador alerta que isso exige empenho e tempo e sugere meditação, treinamentos mais comportamentais, terapia, tai chi, escaladas de montanhas, etc.

Um destaque da fala do Yuval é o alerta que a revolução tecnológica mais importante do século XXI é a capacidade de hackear seres humanos.

“Hackear seres humanos significa compreender os seres humanos melhor do que eles compreendem a si mesmo”

Vendo tudo isso, penso que de fato, os primeiros passos são autoconhecimento e consciência de onde efetivamente estamos e o que somos. Quais são nossas soft skills atuais e quais precisamos desenvolver. Transformar nossa forma de liderança é o primeiro passo para ajudar nossas equipes a passar do Estácio de incompetência inconsciente para incompetência consciente. É só o primeiro passo.

(*) Fonte: Valor, 31.10 pag. A28.

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