Como andam seus copilotos? A saúde das pessoas em risco.

O fato chocante do momento é a história do copiloto  Andreas Lubitz que teria deliberadamente provocado a queda do avião alemão que pilotava.

Esse fato provoca consternação porque tirou a vida de 150 pessoas. O alerta é que na grande maioria das empresas temos profissionais que ocupam posições críticas e que podem estar doentes mentalmente. A doença do século XXI como dizem alguns é a depressão entretanto os fatores gerais do ambiente de trabalho afetam diretamente o estado psicológico das pessoas. As responsabilidade pelos fatores agravantes está em dois aspectos.

O primeiro responsável pela saúde das equipes é o líder. Muitos gestores (não líderes) estão preocupados exclusivamente com números, índices e metas especificas sem atentar para as condições gerais de trabalho, clima organizacional e principalmente a adequação dos desafios ao perfil e às competências das pessoas.

Nessa direção o fator que pode agravar a situação é o que eu chamo de desempenho punitivo. A regra geral é atribuir cada vez mais trabalho às pessoas que dão conta do recado. Esse procedimento premia os mais acomodados e castiga os mais competentes.

O segundo responsável é o que chamamos de modelo de gestão. Modelo de gestão é um ente abstrato que reúne as normas, crenças, políticas e diretrizes. Normalmente são mecanicistas e cartesianos, desconsiderando o fator humano.

Para os dois fatores citados, a solução adotar uma visão sistêmica, integrando e considerando as pessoas como o principal ativo das organizações. Colocar as pessoas como centro de tudo deveria ser uma situação normal mas não é o que vemos por aí.

Se você lidera equipes veja três atitudes que você deve evitar para o bem da saúde de todos:

1) Dar feedback sem combinar previamente as expectativas de desempenho: Muitos gestores dão feedback sem ter deixado claro quais eram as metas, expectativas e o padrão de desempenho esperados;

2) Premiar os incompetentes: Quando você pratica o desempenho punitivo, você protege os menos capazes quando na realidade deveria atuar para que todos tivessem condições similares de atuação. Os mais competentes trabalham mais, o que acaba sendo uma punição.

3) Ignorar as necessidades individuas das pessoas. Cada um tem necessidades e características bem específicas. Você sabe quais são?

Evaldo Bazeggio

Diretor Fundador e Diretor Técnico da Bazeggio Consultoria. Executivo com mais de trinta anos de experiência em gestão de equipes e organizações públicas e privadas. Certificado internacionalmente Master Coach ISOR® em Coaching, Mentoring e Holomentoring®. Consultor de estratégia, desenvolvimento organizacional e de pessoas, em organizações.

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