A sua organização mata as iniciativas no nascedouro?

Nas organizações, muitas iniciativas inovadoras morrem logo ao nascer. As dificuldades podem surgir por motivos racionais, como o estágio de desenvolvimento que um projeto se encontra ou incompatibilidades com a estrutura e o orçamento. Entretanto, muitas vezes surgem também motivos totalmente irracionais pelos quais uma companhia deixa de inovar e arriscar com novas abordagens. O problema é que nem sempre é fácil definir o que é uma boa razão para descartar uma ideia e o que é apenas comodismo.

Veja algumas das razões mais comuns para algo não funcionar:

  • O assunto já foi debatido antes e ficou decidido que não funcionaria;
  • Já foi feito antes e não deu certo;
  • Está fora do modelo de vendas;
  • Não é apropriado para o ramo;
  • Pode servir para um determinado público, mas não pro da companhia em questão;
  • Os investidores ou gerentes nunca concordariam;
  • Pode ser que funcione, mas o risco não vale a pena;
  • A equipe não está preparada;
  • Tentar algo novo pode ser uma distração para o que já está estabelecido.

Existem muitos outros motivos que levam uma equipe a não investir em novas ideias e como pode ser visto acima, nem todas são boas razões. Embora tenham o objetivo de não prejudicar o desempenho e evitar que os funcionários cometam erros, descartar automaticamente qualquer ideia fora do habitual, pode fazer com que a equipe sinta que a chefia não tem confiança em seu trabalho.

Com o tempo, as baixas expectativas fazem com que o profissional duvide de suas habilidades, e perca a motivação para tomar decisões autônomas ou pensar em alternativas. O processo se torna cíclico, uma vez que as aparentes expectativas do chefia acabam apenas desencadeando mais do mesmo de seus liderados. E assim por diante, sem querer, a empresa mergulha em ciclo de comodismo.

Veja alguns exercícios que podem ser feitos quando a equipe estiver estagnada com as novidades.

Está funcionando muito bem para outro negócio

O objetivo aqui é assumir que a ideia é boa e já funcionou para uma companhia muito semelhante a sua. Então, pergunte a si mesmo e a equipe: agora que já sabemos que funciona para eles, o que temos que fazer aqui para tornar possível? Essa atitude faz com que a equipe veja o objetivo como uma realidade palpável e consiga pensar em formas de driblar as limitações.

A novo quadro já é uma realidade

Imagine que a decisão de implementar uma sugestão já foi feita por alguma autoridade superior. Agora, sabendo que a ideia deverá ser uma realidade no futuro empresa, o que deve ser feito para executa-la da melhor forma possível?

Suponha que um investidor acabou de informar que antes de confirmar o financiamento de um novo projeto, a sua empresa precise montar um time de vendas interno. Entretanto, a sua companhia não possa arcar com essa demanda. Como fazer o melhor dessa situação? Se você não tem alternativa a atender ao seu investidor, o que pode ser feito para que dê certo sem prejudicar os negócios? Você deve avalicar se é, ou não um risco racional.

Evaldo Bazeggio

Diretor Fundador e Diretor Técnico da Bazeggio Consultoria. Executivo com mais de trinta anos de experiência em gestão de equipes e organizações públicas e privadas. Certificado internacionalmente Master Coach ISOR® em Coaching, Mentoring e Holomentoring®. Consultor de estratégia, desenvolvimento organizacional e de pessoas, em organizações.

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