Começo esses alfarrábios com uma sensação estranha sobre um ano que finda. Ao mesmo tempo que está demorando para acabar, já vai tarde.

O que passa pela minha cabeça sobre o ano novo resumo em SEIS perguntas:

1 – Você tem uma alternativa B e uma alternativa C:

Empregabilidade já foi uma palavra de ordem importante. Nesse momento com mais de doze milhões de desempregados no Brasil vamos reforçar duas palavras:

  • Trabalhabilidade: Qual a sua capacidade de conseguir trabalho? Não necessariamente emprego. Se você consegue entregar algo de valor, é possível que tenha alternativas interessantes e alguém necessitando de seus serviços por aí:
  • Empresabilidade: Significa a capacidade das empresas de atrair e reter talentos. Se sua organização não tem empresabilidade fica com o resto. E resto é resto.

 

2 – O que está nascendo perto de você? E o que está morrendo?

Durante todo o tempo existem coisas nascendo e coisas morrendo ao nosso redor. Observe atentamente as ideias relevantes, as prioridades e outros interesses. Algo que era importante passa a ser desinteressante e surgem outras prioridades em seu lugar. Um exercício produtivo pode ser a observação atenta: O que está nascendo nesse momento na minha organização? O que está morrendo?

 

3 – A sua prática combina com o discurso ético?

Devemos ser mais rígidos e exigentes no acompanhamento e cobrança de comportamentos éticos. Isso começa nas nossas famílias e se expande com intensidade nas organizações. Algumas coisas que “todos fazem assim” tem sido jogadas no ventilador e obrigando mudanças profundas de comportamento. São tantas mudanças que nem sei se daremos conta. Refiro-me a coisas simples como música pirateada, vendas sem nota fiscal , jogar papel na rua e também coisas complexas como a alta corrupção em todos os níveis (não só no político).

A dosagem das metas de resultados nas organizações, por exemplo, pode ser indutora de fraudes e desvios de condutas não desejados.

 

4 – Você sabe fazer perguntas?

As perguntas abrem e as respostas fecham. Aprendemos na prática de Coaching que as perguntas exercem grande impacto na nossa mudança de modelos mentais. Quando nos questionamos e questionamos as outras pessoas contribuímos para a revisão dos nossos modelos mentais. Faça perguntas abertas que permitam amplo raciocínio. Evite perguntas que levem as pessoas a se justificarem.

 

5 – Quais são os novos patamares de desempenho ?

Tudo mudou de patamar. Vamos analisar, por exemplo, o segmento de Universidades Corporativas. Treinamento usando EAD pela internet/Intranet era muito avançado em 1998, Hoje não é mais. O que seria moderno hoje: Universidade sem professores? Currículos desestruturados? Objetos de conhecimento “on demand”? Inteligência artificial?

 

6– Você se abala com o comportamento das outras pessoas?

“Seja firme com os fatos e suave e carinhoso com as pessoas.”

Usei muito essa frase em 2016 nos programas de desenvolvimento de executivos. Noto que está faltando bom senso e até “educação” na forma como os gestores e líderes lidam com os membros de suas equipes. Quando você se abala com o comportamento das pessoas, você está dando a elas um poder desnecessário.

Feliz 2017

Evaldo Bazeggio – Fundador e Diretor Técnico.

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