A era industrial acabou. O que virá em seu lugar?

Estou lendo o livro “Macrowikinomics” , onde Dan Tapscott defende de forma muito clara a necessidade de reinventar tudo – nos negócios e no mundo –  pois a era industrial acabou. Em entrevista recente ao jornal Valor Econômico, o autor declarou:

Replicamos o modelo industrial de produção para tudo que conhecemos. Na educação, primamos pelos padrões, escalas, métricas e concentração do conhecimento. O professor fica lá e o aluno tem de vir até ele.

Esse tipo de interação é incompatível com a colaboração em massa – que quebra a hierarquia e permite que o aluno vá além dos muros da escola. Na política, criamos um sistema democrático no qual o eleitor vota e os representantes elaboram as regras. Basta eleger-se para mandar, sem compromisso em ouvir quem colocou o político no poder. No governo, nos sistemas de saúde e em serviços financeiros, também utilizamos os moldes da indústria para os mecanismos de atendimento. Como resultado, temos jovens em todo o mundo bastante infelizes, porque não participam das decisões que fazem parte da construção de seu futuro. Eles agora têm a internet como ferramenta de mobilização e colaboração. Querem maior transparência e a criação de um mundo mais justo.”

Logo no início de sua obra de quase 500 páginas, o autor indica que as empresas podem sobreviver e prosperar no novo ambiente se adotarem cinco princípios. Os primeiros três eu relato aqui, com minhas considerações:

  1. Colaboração: As estruturas das organizações foram criadas para enquadrar as pessoas. Nos novos ambientes em rede e com ambientes mundiais complexos as estruturas hierárquicas são limitadas e talvez se constituem num entrave ao sucesso.  O mundo está cada vez mais auto-organizado e em rede, tornando a gestão empresarial de cima para baixo algo impraticável. As empresas inteligentes estão cada vez mais colaborativas em escala global com fornecedores e clientes. Lembro que a palavra colaboração significa “laborar” “com”. Isto é trabalhar com.
  2. Abertura: Os modelos atuais são muito fechados, cheios de segredos. As empresas em geral dificultam a circulação de informações importantes, sobretudo as referentes a erros, omissões e fraquezas. Na era digital todos estão repensando a abertura o que tem suscitado muitos questionamentos. Vejam o que está ocorrendo com os princípios de transparência previstos na lei de acesso à informação aqui no Brasil. Por outro lado constatamos que o mundo está ficando mais transparente. O cliente com informações sobre o verdadeiro valor dos produtos e serviços, os empregados com acesso às informações que eram guardadas a sete chaves e os fornecedores recebendo informações detalhadas sobre toda a estratégia da empresa. No advento da primavera árabe, a abertura está permitindo aos jovens expressarem suas ideias e pleitos de liberdade de uma forma sem precedentes, demonstrando que as estruturas fechadas de poder estão acabando.
  3. Compartilhamento: Trata-se da liberação ou disponibilização de ativos, transferindo-os para a categoria de “bens comuns”, para que outros os usem. Os movimentos mais intensos são observados nos códigos abertos de software. Na indústria, algumas empresas como a Novartis compartilha patentes de medicamentos. Mas o mais importante mesmo é como definimos compartilhamento do que é efetivamente público, como por exemplo os recursos naturais.

A pergunta que eu sempre (me) faço:

Como implementar isso agora na nossa realidade?

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Evaldo Bazeggio

Diretor Fundador e Diretor Técnico da Bazeggio Consultoria. Executivo com mais de trinta anos de experiência em gestão de equipes e organizações públicas e privadas. Certificado internacionalmente Master Coach ISOR® em Coaching, Mentoring e Holomentoring®. Consultor de estratégia, desenvolvimento organizacional e de pessoas, em organizações.

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